sábado, 31 de outubro de 2020

Potência - - - Vamos estudar!

 


Dia das Bruxas - - - Quanto vale o GATO PRETO?

 


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Desafio do Dia das Bruxas - - - Qual a operação matemática? - - - Quanto deve ser o valor da BRUXA?

 


Dia das Bruxas - - - Quantos anagramas tem a palavra BRUXA? - - - Professor Lúcio

                           

Qual será o resultado?




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Quantos anagramas tem a palavra HALLOWEEN? - - - Professor Lúcio

Anagrama é uma senha (ou código) formada com todas as letras de uma palavra (sem repetição, a não ser que a palavra tenha letras repetidas) e que pode ou não ter significado na língua portuguesa. 


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Dicas: 

Conte o número de letras da palavra HALLOWEEN; 

Conte o número de repetições de letras separadamente; 

Iremos utilizar o símbolo fatorial, que significa calcular o produto;

Como há repetições teremos que dividir pelas mesmas; 

No numerador coloque a quantidade de letras e o símbolo fatorial; 

No denominador coloque as repetições seguidas do símbolo fatorial; 

Faça a simplificação.


Você está preparado para o Dia das Bruxas? 

Qual será o resultado? 

Boa sorte.


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"Como o Dia do Saci quer rivalizar com o Halloween no Brasil" - - - Saiba mais!

 "Arteiro que só ele, o saci quer dar um jeito de se apropriar das abóboras do Halloween. E, como propagam os "saciólogos" Brasil afora, devorá-las feito escondidinho de carne-seca, numa receita nacional.

É o que prega o jornalista e geógrafo Mouzar Benedito, um dos criadores da Sociedade de Observadores de Saci (Sosaci), instituição fundada em 2003 para não deixar morrer a cultura do personagem, o negro de uma perna só, cachimbo na boca e carapuça vermelha na cabeça.

Incomodado com a, nas suas palavras, "invasão cultural representada pelo Halloween no Brasil", ele e um grupo de amigos decidiram fundar a associação e lutar para que no mesmo dia se celebrasse o Saci.

Criaram um evento em São Luiz do Paraitinga, no interior paulista, e mobilizaram para que a cidade instituísse, desde aquele mesmo ano de 2003, uma lei municipal determinado que o dia 31 de outubro seria do Saci.

"O Halloween foi imposto como uma coisa ideológica de propaganda, como marca do domínio da cultura dos Estados Unidos sobre nós", justifica-se Benedito, à BBC News Brasil.

"Uma forma de domínio de um povo, de uma civilização, é mostrar e impor uma ideia de que a cultura do colonizador é melhor e maior do que a do colonizado."

Quando deputado federal, o historiador Chico Alencar (PSOL-RJ) apresentou projeto de lei pretendendo que a data se tornasse uma comemoração nacional.

"O Halloween, que tem crescido nos centros urbanos brasileiros, é uma celebração que não tem nada a ver com a nossa cultura, com a nossa tradição. Quem adere ao Halloween aqui está fazendo uma pura imitação, é vontade de parecer desenvolvido a partir da concepção de que há povos desenvolvidos culturalmente e povos subdesenvolvidos", diz ele, à reportagem.

Alencar defende que o saci é um símbolo brasileiro.

"Aquela figurinha perneta, ágil e brincalhona, assustadora para quem se julga muito sabichão e poderoso, que fuma o cachimbinho e vem no redemoinho com sua touca vermelho, que tendo uma perna só é ágil, é capoeirista, é o negro quilombola que foge de todas as armadilhas… É uma figura que precisa ser reconhecida e valorizada."

No entender de Benedito, quando a festa do Dia das Bruxas — que tem origem celta, disseminou-se pelo mundo mas acabou mais popular em países anglófonos — começou a ser trazida ao Brasil, pelas escolas de inglês, isso não representava problemas.

"Porque é normal que uma escola de línguas queira inserir também o conhecimento da cultura do país", pondera.

"Mas aí começou a ter uma coisa meio impositiva, agressiva, imperialista. Em São Luiz do Paraitinga havia Halloween até em escolas rurais… Acho que hoje em dia, apesar de a festa do Halloween ainda estar forte, o saci já compete um pouco."

O personagem

Conta-se que o saci original não era negro — e nem pulava sobre uma perna só. Era uma figura indígena que guardava as florestas de Mata Atlântica.

Mas, assim como o próprio brasileiro, esse personagem acabou ganhando características de outras culturas. Assim, com os escravos, em sua maioria de origem africana, acabou se tornando negro. E foi da mitologia europeia que ele assumiu a carapuça mágica, na verdade um píleo, como dos duendes.

"Não podemos esquecer é que nosso país é pura miscigenação. Somos índios, somos africanos, somos europeus. O saci é a mais pura representação disso", afirma à BBC News Brasil o professor e pesquisador Fernando Pereira, especialista em cultura brasileira da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

"Os índios têm seres 'mágicos' que protegem as florestas. Os negros, na África e depois no Brasil, também acreditavam e ainda acreditam em seres protetores das matas, dos rios e animais. Os portugueses e outras culturas europeias trouxeram de seu imaginário seus seres que habitam as florestas da Europa, os duendes. Pois a figura do saci é o amálgama de tudo isso."

Em seu Dicionário do Folclore Brasileiro, de 1954, o historiador e antropólogo Câmara Cascudo (1898-1986) apresenta o saci-pererê como uma "entidade maléfica em muitas, graciosa e zombeteira noutras oportunidades".

"Pequeno negrinho, com uma só perna, carapuça vermelha na cabeça que o faz encantado, ágil, astuto", descreve.

"Amigo de fumar cachimbo, de entrançar as crinas dos animais, depois de extenuá-los em correrias, durante a noite, anuncia-se pelo assobio persistente e misterioso, inlocalizável e assombrador. Pode dar dinheiro. Não atravessa água como todos os 'encantados'."

Cascudo atenta para o fato de que os cronistas coloniais "não o mencionam", situando, portanto, o surgimento da lenda no século 19.

"Diverte-se, criando dificuldades domésticas, apagando o lume, queimando alimentos, espantando gado, espavorindo os viajantes nos caminhos solitários", prossegue ele.

"Há muitas documentação sobre o saci, origem e modificações."

O primeiro intelectual que se dedicou a traduzir da cultura oral para a escrita o mito do saci foi o escritor Monteiro Lobato (1882-1948).

Em 1917, ele pediu a leitores do jornal O Estado de S. Paulo — do qual era assíduo colaborador — que lhe escrevessem cartas respondendo a três questões: qual sua concepção pessoal do saci e como a recebeu na infância; qual a forma atual da crendice na região onde o leitor vivia; que histórias ou casos interessantes conhecia do saci.

Lobato compilou os relatos e publicou um livro, seu primeiro, chamado O Saci-Pererê: Resultado de um Inquérito. O personagem folclórico, contudo, não se esgotaria aí em sua obra. Na série infantil do Sítio do Pica-Pau Amarelo, o saci se tornou personagem recorrente — e emprestou seu nome ao título de um dos livros.

Se por um lado o escritor ajudou a materializar, no imaginário nacional, a figura do saci, por outro ele acabou optando por um viés negativo para caracterizá-lo.

"A representação de Monteiro Lobato, ao mesmo tempo que é um marco importante é também muito polêmico", argumenta à reportagem a jornalista, poeta e gestora de projetos educativos e culturais Tatiana Fraga, uma das curadoras da exposição #OcupaSacy — atualmente em cartaz no Sesc Taubaté.

"Ele difundiu uma história muito específica do saci, carregado de racismo e de simbologias negativas. A gente vê essa simbologia."

Fundador da Associação Nacional dos Criadores de Saci (ANCS), o tecnólogo José Oswaldo Guimarães diz que O Saci, de Lobato, foi o primeiro livro que eu leu na vida, quando criança. Ele ficou fascinado por aquele universo de lendas caipiras, interioranas, que também era muito presente em sua terra natal — ele é de Botucatu, no interior paulista.

Já adulto, começou a ouvir relatos de moradores da zona rural. Havia histórias de sacis que faziam talhar o leite, que deixavam éguas alvoroçadas e a quem eram atribuídas tantas outras travessuras. Com amigos, decidiu criar sacis.

Sua premissa é que toda vez que alguém conta uma história de saci, pronto, mais sacis são criados no mundo.

"Com isso comecei a participar de vários eventos de folclore pelo Brasil", recorda ele, em conversa com a BBC News Brasil.

Mas ele conta que não é fácil ser criador de sacis no Brasil de 2020.

"Falamos muito sobre o saci. Quando criamos saci, criamos no sentido de zelar, de cuidar. De cuidar do ambiente para que eles possam aumentar. E eu não gostaria de ninguém atacando o saci, assim como não quero atacar outras culturas."

"Só que hoje temos sofrido muitos ataques, porque as pessoas, por ignorância, dizem que é algo satânico, do demônio, de bruxa, ou vêm com comentários racistas dizendo que é cultura dos negros. Já tive de responder a gente dizendo que saci era formador de quadrilha, que se ele não trabalhava então ele roubava, absurdos desse tipo", relata.

Contraponto ao Halloween?

Entre os "saciólogos", contudo, não há um consenso de posicionamento frente ao Dia das Bruxas. Críticas de parte a parte já foram feitas no meio, aliás.

Os "observadores de saci", anos atrás, passaram a dizer que os "criadores de saci" utilizavam gaiolas fechadas para a procriação — o que seria um erro, uma maldade, manter o ser em cativeiro.

Os "criadores" rebateram prontamente que se havia sacis hoje nas matas para os "observadores" verem, era porque eles estavam sendo bem-sucedidos nas criações e, depois, soltando na natureza.

Brincadeiras à parte, os grupos se respeitam e acham que cada um faz seu papel.

"Eles consideravam que a gente estava politizando muito a questão por peitar o Halloween", admite Benedito, da Sosaci.

"Eu não quero acabar com a Halloween. Nossa ideia é reforçar a cultura do saci e não diminuir outras culturas", diz Guimarães, da ANCS.

Para o pessoal da ANCS, o Dia do Saci não deveria ser na mesma data que o Dia das Bruxas.

"Justificar uma data matando outra é inócuo, e acaba realçando ainda mais o Halloween", argumenta Guimarães.

"E por que acabar com uma cultura, seja qual for ela? Queremos aumentar a cultura do povo, e não diminuir."

Ele conta que até estudou um pouco de cultura celta e passou a explicar também sobre o Dia das Bruxas nos eventos dos quais participa.

E da mesma forma como defende que existam "associações de criadores" de lobisomens, de mulas-sem-cabeça, de curupiras, também iria aprovar a existência de uma entidade de criadores bruxas.

"Já temos muitos inimigos da cultura. Nosso folclore precisa se sobrepor à ignorância", ressalta Guimarães.

"Tudo é questão de contexto", relativiza Fraga, curadora da #OcupaSacy.

"Não lutamos contra o Halloween. O Halloween chegou ao Brasil da mesma maneira como muito da cultura americana chega ao Brasil. Tem um movimento antropofágico aí. A questão não é o Halloween. Vamos brincar o Halloween, toda brincadeira fantasiosa é muito legal. A questão é também ter o saci."

"Os mitos podem conviver", prossegue ela.

"E faz bastante mais sentido para nós a brincadeira do saci: é mais verdadeira no sentido de ter uma verdade histórica, uma relação com nosso povo que dialoga com nossas vivências."

O ex-deputado federal Chico Alencar defende que o resgate de figuras folclóricas é importante para o povo nacional.

"O saci é muito interessante porque recupera em sua figura a luta contra a escravidão, contra todas as formas de opressão. É importante para o fortalecimento da identidade nacional", diz.

Mas ele reconhece que, no dia 31 de outubro, o Halloween é mais forte.

"Nossa mentalidade colonizada e subalterna ainda prevalece. Portanto, a luta pelo reconhecimento e valorização do saci prossegue e ainda tem de vencer muitas etapas até se construir no novo imaginário popular", comenta.

"Instituições, governos e escolas contribuiriam muito para isso se tivessem essa preocupação, se valorizassem a figura simpática, incômoda, arteira e brincalhona do saci."

"Eu, particularmente, sou fã dessa figurinha: porque sem imaginação e sonho você não vive, ninguém é pura e dura realidade, exclusivamente. Mas o saci é a molecagem brasileira, é a resistência alegre a tudo o que algema, que controla e que paralisa."

Para o professor Pereira, especialista em Cultura Brasileira do Mackenzie, os grupos que se esforçam para resgatar figuras do folclore fazem um trabalho "fundamental e imprescindível".

"O folclore é o saber popular que se valoriza e que se perpetua ao longo das gerações. A história de qualquer país está intimamente ligada ao seu folclore, suas tradições, crenças e costumes", explica.

"Quem se interessa por isso com certeza sai enriquecido por inúmeros elementos que deram origem ao modo de pensar, agir e sentir do povo de quem descende. E pais, educadores e professores tem papel fundamental nesse processo."

Ele não acha que festas como o Dia das Bruxas precisam ser combatidas.

"Não sou refratário a introdução de outros elementos em nossa cultura. O Brasil sempre foi uma 'mistureba'. Antropofagia pura. O que me preocupa é que um elemento puramente comercial supere manifestações folclóricas, nascidas do imaginário popular e de tradições."

"E no meu entendimento pais e professores têm um papel fundamental na preservação de nossos valores culturais e de nossas tradições. Não é proibido o novo, mas não podemos esquecer o antigo", ressalta.

A solução, segundo ele, seria que temas relacionados ao folclore não fossem abordados apenas em datas comemorativas, mas que fizessem parte do dia a dia.

"Infelizmente, notamos que muitas escolas e professores ignoram a importância do folclore na criação da identidade cultural do país e acabam abordando o tema de maneira superficial", critica ele.

"Há que se abordar cada tema com sensibilidade suficiente para estimular a inteligência, a curiosidade e as emoções. Isso vai permitir um equilíbrio do aprendizado, um equilíbrio entre o velho e o novo, entre o real e o imaginário, entre o que é tradição e o que é produto comercial e principalmente, demonstrar que é possível fazer do passado um referencial de vida."

"O saci é a perfeita representação da miscigenação: índio, negro e europeu. Que o saci seja apenas um item introdutório na apresentação de outros elementos", vislumbra Pereira.

"O saci é uma figura anti-imperialista. Acho que se depender dele, vai mesmo comer a abóbora", resume Fraga.

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"A curiosa origem do Dia das Bruxas" - - - Saiba mais!


 

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"O Dia das Bruxas é conhecido mundialmente como um feriado celebrado principalmente nos Estados Unidos, onde é chamado de Halloween.


Mas hoje em dia é celebrado em diversos outros países do mundo, inclusive o Brasil, onde hábitos como o de ir de porta em porta atrás de doces, enfeitar as casas com adereços "assustadores" e participar de festas a fantasia vêm se tornando mais comuns.

Mas sua origem pouco tem a ver com o senso comum atual sobre esta festa popular. Entenda a seguir como ela surgiu.

De onde vem o nome?

O Halloween tem suas raízes não na cultura americana, mas no Reino Unido. Seu nome deriva de "All Hallows' Eve".

"Hallow" é um termo antigo para "santo", e "eve" é o mesmo que "véspera". O termo designava, até o século 16, a noite anterior ao Dia de Todos os Santos, celebrado em 1º de novembro.

Mas uma coisa é a etimologia de seu nome, outra completamente diferente é a origem do Halloween moderno.

Como a festa começou?

Desde o século 18, historiadores apontam para um antigo festival pagão ao falar da origem do Halloween: o festival celta de Samhain (termo que significa "fim do verão").

O Samhain durava três dias e começava em 31 de outubro. Segundo acadêmicos, era uma homenagem ao "Rei dos mortos". Estudos recentes destacam que o Samhain tinha entre suas maiores marcas as fogueiras e celebrava a abundância de comida após a época de colheita.

O problema com esta teoria é que ela se baseia em poucas evidências além da época do ano em que os festivais eram realizados.

A comemoração, a linguagem e o significado do festival de outubro mudavam conforme a região. Os galeses celebravam, por exemplo, o "Calan Gaeaf". Há pontos em comum entre este festival realizado no País de Gales e a celebração do Samhain, predominantemente irlandesa e escocesa, mas há muitas diferenças também.

Em meados do século 8, o papa Gregório 3º mudou a data do Dia de Todos os Santos de 13 de maio - a data do festival romano dos mortos - para 1º de novembro, a data do Samhain.

Não se tem certeza se Gregório 3º ou seu sucessor, Gregório 4º, tornaram a celebração do Dia de Todos os Santos obrigatória na tentativa de "cristianizar" o Samhain.

Mas, quaisquer que fossem seus motivos, a nova data para este dia fez com que a celebração cristã dos santos e de Samhain fossem unidos. Assim, tradições pagãs e cristãs acabaram se misturando.

Quando surgiu o Dia das Bruxas?

O Dia das Bruxas que conhecemos hoje tomou forma entre 1500 e 1800.

Fogueiras tornaram-se especialmente populares a partir no Halloween. Elas eram usadas na queima do joio (que celebrava o fim da colheita no Samhain), como símbolo do rumo a ser seguido pelas almas cristãs no purgatório ou para repelir bruxaria e a peste negra.

Outro costume de Halloween era o de prever o futuro - previa-se a data da morte de uma pessoa ou o nome do futuro marido ou mulher.

Em seu poema Halloween, escrito em 1786, o escocês Robert Burns descreve formas com as quais uma pessoa jovem podia descobrir quem seria seu grande amor.

Muitos destes rituais de adivinhação envolviam a agricultura. Por exemplo, uma pessoa puxava uma couve ou um repolho do solo por acreditar que seu formato e sabor forneciam pistas cruciais sobre a profissão e a personalidade do futuro cônjuge.

Outros incluíam pescar com a boca maçãs marcadas com as iniciais de diversos candidatos e a leitura de cascas de noz ou olhar um espelho e pedir ao diabo para revelar a face da pessoa amada.

Comer era um componente importante do Halloween, assim como de muitos outros festivais. Um dos hábitos mais característicos envolvia crianças, que iam de casa em casa cantando rimas ou dizendo orações para as almas dos mortos. Em troca, eles recebiam bolos de boa sorte que representavam o espírito de uma pessoa que havia sido liberada do purgatório.

Igrejas de paróquias costumavam tocar seus sinos, às vezes por toda a noite. A prática era tão incômoda que o rei Henrique 3º e a rainha Elizabeth tentaram bani-la, mas não conseguiram. Este ritual prosseguiu, apesar das multas regularmente aplicadas a quem fizesse isso.

Como o festival chegou à América?

Em 1845, durante o período conhecido na Irlanda como a "Grande Fome", 1 milhão de pessoas foram forçadas a imigrar para os Estados Unidos, levando junto sua história e tradições.

Não é coincidência que as primeiras referências ao Halloween apareceram na América pouco depois disso. Em 1870, por exemplo, uma revista feminina americana publicou uma reportagem em que o descrevia como feriado "inglês".

A princípio, as tradições do Dia das Bruxas nos Estados Unidos uniam brincadeiras comuns no Reino Unido rural com rituais de colheita americanos. As maçãs usadas para prever o futuro pelos britânicos viraram cidra, servida junto com rosquinhas, ou "doughnuts" em inglês.

O milho era uma cultura importante da agricultura americana - e acabou entrando com tudo na simbologia característica do Halloween americano. Tanto que, no início do século 20, espantalhos - típicos de colheitas de milho - eram muito usados em decorações do Dia das Bruxas.

Foi na América que a abóbora passou a ser sinônimo de Halloween. No Reino Unido, o legume mais "entalhado" ou esculpido era o turnip, um tipo de nabo.

Uma lenda sobre um ferreiro chamado Jack que conseguiu ser mais esperto que o diabo e vagava como um morto-vivo deu origem às luminárias feitas com abóboras que se tornaram uma marca do Halloween americano, marcado pelas cores laranja e preta.

Foi nos Estados Unidos que surgiu a tradição moderna de "doces ou travessuras". Há indícios disso em brincadeiras medievais que usavam repolhos, mas pregar peças tornou-se um hábito nesta época do ano entre os americanos a partir dos anos 1920.

As brincadeiras podiam acabar ficando violentas, como ocorreu durante a Grande Depressão, e se popularizaram de vez após a Segunda Guerra Mundial, quando o racionamento de alimentos acabou e doces podiam ser comprados facilmente.

Mas a tradição mais popular do Halloween, de usar fantasias e pregar sustos, não tem qualquer relação com doces.

Ele veio após a transmissão pelo rádio de Guerra do Mundos, do escritor inglês H.G. Wells, gerou uma grande confusão quando foi ao ar, em 30 de outubro de 1938.

Ao concluí-la, o ator e diretor americano Orson Wells deixou de lado seu personagem para dizer aos ouvintes que tudo não passava de uma pegadinha de Halloween e comparou seu papel ao ato de se vestir com um lençol para imitar um fantasma e dar um susto nas pessoas.

E quanto ao Halloween moderno?


Hoje, o Halloween é o maior feriado não cristão dos Estados Unidos. Em 2010, superou tanto o Dia dos Namorados e a Páscoa como a data em que mais se vende chocolates. Ao longo dos anos, foi "exportado" para outros países, entre eles o Brasil.

Por aqui, desde 2003, também se celebra neste mesma data o Dia do Saci, fruto de um projeto de lei que busca resgatar figuras do folclore brasileiro, em contraposição ao Dia das Bruxas.

Em sua "era moderna", o Halloween continuou a criar sua própria mitologia. Em 1964, uma dona de casa de Nova York chamada Helen Pfeil decidiu distribuir palha de aço, biscoito para cachorro e inseticida contra formigas para crianças que ela considerava velhas demais para brincar de "doces ou travessuras". Logo, espalharam-se lendas urbanas de maçãs recheadas com lâminas de barbear e doces embebidos em arsênico ou drogas alucinógenas.

Atualmente, o festival tem diferentes finalidades: celebra os mortos ou a época de colheita e marca o fim do verão e o início do outono no hemisfério norte. Ao mesmo tempo, vem ganhando novas formas e dado a oportunidade para que adultos brinquem com seus medos e fantasias de uma forma socialmente aceitável.

Ele permite subverter normais sociais como evitar contato com estranhos ou explorar o lado negro do comportamento humano. Une religião, natureza, morte e romance. Talvez seja este o motivo de sua grande popularidade.

Atualmente, o festival tem diferentes finalidades: celebra os mortos ou a época de colheita e marca o fim do verão e o início do outono no hemisfério norte. Ao mesmo tempo, vem ganhando novas formas e dado a oportunidade para que adultos brinquem com seus medos e fantasias de uma forma socialmente aceitável.

Ele permite subverter normais sociais como evitar contato com estranhos ou explorar o lado negro do comportamento humano. Une religião, natureza, morte e romance. Talvez seja este o motivo de sua grande popularidade."

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/10/151029_origem_halloween_rb




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