terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Cálculo do I.D. da sua escola. Saiba mais!

Calcule o I.D. da sua escola

I.D. é o Indicador de Desempenho dos alunos.

Esse desempenho é medido pelos resultados do Saresp - Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo.
Aqui, vamos analisar apenas o índice de defasagem da escola que é um dos dois componentes do ID.
É quase certeza que esse será o indicador usado para a concessão do futuro Bônus por Resultado às escolas e seus profissionais.
Existe ainda um outro indicador, o I.F., Indicador de Fluxo, que mede a taxa média de aprovação e que, de acordo com a Res. SE 74/2008, será aplicada nas séries finais dos ciclos: 4ª e 8ª do Ensino Fundamental e 3ª do Ensino Médio.

Como calcular o Índice de Defasagem

1. Pegue os resultados do Saresp, da sua escola, na folha Descrição dos Níveis de Proficiência;
2. Ali você vai encontrar uma classificação dos alunos, em quatro níveis:
- Abaixo do básico
- Básico
- Adequado
- Avançado

3. Na última coluna da folha, à direita, estão os porcentuais dos alunos, em cada nível;
4. Você vai pegar esses porcentuais, e fazer o seguinte:
- Abaixo do básico: multiplicar por 3
- Básico: multiplicar por 2
- Adequado: repetir o mesmo número
- Avançado: multiplicar por 0.

5. Depois disso, deve-se somar os números e dividir o resultado por 100.
6. O resultado dessa divisão será o Índice de Defasagem.

Veja um exemplo:

1. O desempenho da 8ª série, em Língua Portuguesa, de uma determinada escola:
- Abaixo do básico: 10.4
- Básico: 39.1
- Adequado: 39.2
- Avançado: 11.3

2. Fazendo os cálculos:

- Abaixo do básico:
10,4 x 3
= 31,2
- Básico:
39,1 x 2
= 78,2
- Adequado:
39,2
= 39,2
- Avançado:
11,3 x 0
= 0
- Total: 
148,6÷ 100 = 1,48

3. Portanto, 1,48 é o Índice de defasagem da 8ª série, em Língua Portuguesa.
Observações:
1. Essa operação deverá ser repetida nas demais séries avaliadas pelo Saresp, em Língua Portuguesa e em Matemática.
2. Qual é o melhor Índice de Defasagem.? É zero.
3. E o pior ? É 3,00.
4. Assim, o índice 1,48 é muito alto, ruim.
5. Provavelmente, a meta para essa escola será reduzir esse índice de 1,48 para 1,00 (por exemplo), no próximo Saresp.
6. Conseguindo atingir essa meta, a escola receberia o Bônus por Resultado.

Quer saber qual foi o ID - Índice de Desempenho - dessa escola?

1) Pegue o índice de defasagem (1,48) e subtraia de 3 ( 3,00-1,48= 1,52);
2) Divida o resultado por 3 (1,52 / 3,00= 0,5066);
3) Multiplique o resultado por 10 (0,50 x 10 = 5)
4) Portanto, o Índice de Desempenho da escola em língua portuguesa foi 5.

Fonte: UDEMO


segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Site interessante sobre o Tema Inclusão!

https://www.inclutopia.com.br/inclublog/

E.E."Professor Orlando Geríbola" - Planejamento 2020



Fonte da Imagem: Celular de Lúcio Mauro Carnaúba

Exemplares da Revista SPEAK UP para doação. - E.E."Professor Orlando Geríbola"

Caso algum professor de LEM se interesse é só pedir. 




Fonte da Imagem: Celular de Lúcio Mauro Carnaúba

Atenção Professores! E.E. "Professor Orlando Geríbola"

Fiz uma solicitação por e-mail para receber doações de Revista tipo "Caça-palavras". A Editora me respondeu pedindo algumas informações e estou no aguardo da possibilidade de receber alguns exemplares com o objetivo de construir um Projeto que faça uso desse instrumento.

Caso tenham sugestões, ideias e informações sobre possíveis e potenciais parcerias, entrem em contato comigo e tentarei fazer a intermediação. 

Muito obrigado. 


E.E. "Professor Orlando Geríbola" - Atenção Professores!

Segunda-feira dia 27/01/2020 precisamos atualizar nosso cadastro para darmos continuidade as ações envolvendo o Jornal JOCA, para que todos possam receber a newsletter do Joca desde a primeira edição de 2020. 

Muito obrigado!

Jornal Joca

Algumas ideias para o Planejamento 2020 - Primeiro Dia


EDUCAÇÃO

Competências e Habilidades: você sabe lidar com isso?

Dra. Lenise Aparecida Martins Garcia
Profª. do Dept°. de Biologia Celular da Universidade de Brasilia
O desenvolvimento de competências e habilidades

As diretrizes curriculares nacionais, os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) dos diferentes níveis de ensino e uma série de outros documentos oficiais referentes à educação no Brasil têm colocado - em consonância com uma tendência mundial - a necessidade de centrar o ensino e aprendizagem no desenvolvimento de competências e habilidades por parte do aluno, em lugar de centrá-lo no conteúdo conceitual. Isso implica uma mudança não pequena por parte da escola, que sem dúvida tem que ser preparada para ela.
Um momento concreto (talvez um dos únicos) em que a escola se sente responsável por ensinar explicitamente competências e habilidades é quando a criança aprende a ler e a escrever. Talvez valha a pena debruçarmo-nos um pouco sobre esse momento, que traz vários aspectos esclarecedores.
Você se lembra qual foi o texto com o qual aprendeu a ler? Qual era, digamos, o "conteúdo" desse texto? Muitos talvez se lembrem de frases com tanto significado como, por exemplo, "vovó viu a uva". Não sei se alguém se preocupou com detalhes tais como: que tipo de uva vovó viu? Ela também comeu a uva depois de vê-la?. Ou talvez a vovó já nem fosse viva! O que era objetivo de ensino, no caso, evidentemente não era nem a vovó nem a uva, mas a letra V. Com essa ou com diferentes frases, todos nós aprendemos a reconhecer e a utilizar essa letra quando desejávamos o som correspondente. O mesmo foi feito com todas as letras. Hoje há diferentes métodos de alfabetização, uns melhores e outros piores, mas se você está lendo esse texto significa que de algum modo aprendeu...
Eis outro aspecto interessante: uma vez que se saiba ler, isso significa que se pode ler todo e qualquer texto; a habilidade não está vinculada a um assunto concreto. Eu posso ler em voz alta um texto que verse sobre física quântica mesmo que compreenda muito pouco do que estou lendo. Um físico, ao ouvir-me, compreenderá. As coisas acontecem assim porque ler e compreender são habilidades diferentes.
Ao direcionar o foco do processo de ensino e aprendizagem para o desenvolvimento de habilidades e competências, devemos ressaltar que essas necessitam ser vistas, em si, como objetivos de ensino. Ou seja, é preciso que a escola inclua entre as suas responsabilidades a de ensinar a comparar, classificar, analisar, discutir, descrever, opinar, julgar, fazer generalizações, analogias, diagnósticos, .... Independentemente do que se esteja comparando, classificando ou assim por diante. Caso contrário, o foco tenderá a permanecer no conteúdo e as competências e habilidades serão vistas de modo minimalista.
O exemplo é verídico. Uma professora me perguntou: "O que é isso de habilidades que estão falando na minha escola?". Depois de explicar um pouco, ela me respondeu: "Ah, são aqueles verbinhos que a gente coloca nas reuniões de início do ano na frente dos objetivos de ensino? Já aprendi a fazer isso faz tempo!". Acho que não me engano ao imaginar que aquelas listas de objetivos cheias de "verbinhos" costumam ficar na gaveta da professora ou da diretora no restante do ano, enquanto se ministra "o conteúdo".
Romper esse tipo de hábito não é simples. Daí a importância, a meu ver, de se considerar as habilidades e competências como objetivos em si, tal como se faz com a leitura e a escrita. Logicamente, isso não significa desvincular as habilidades de algum conteúdo. Pelo contrário, os conteúdos das diferentes disciplinas devem ser o principal instrumento para o desenvolvimento dessas habilidadesO que se necessita é mudar o enfoque, a abordagem que se faz de muitos assuntos, além da postura do professor, que em geral considera o conteúdo como de sua responsabilidade, mas a habilidade como de responsabilidade do aluno.
Vejamos esse último ponto: um professor coloca nos objetivos de ensino que o aluno, após determinada aula, deve saber "comparar uma célula animal com uma célula vegetal". Que faz o professor nessa aula? Explica (descreve?) como é uma célula animal e como é uma célula vegetal. Talvez faça uma tabelinha em que coloca, lado a lado, como é uma e como é a outra. Talvez estabeleça comparações. Entretanto, não considera de sua responsabilidade ensinar a comparar, não se preocupa com o desenvolvimento dessa habilidade no aluno. Está centrado no conteúdo "célula vegetal e animal", saber comparar é algo que o aluno deve "trazer pronto" e se ele não souber o problema não é do professor de Ciências... Só que também não é de nenhum outro...
Mudar o foco para o desenvolvimento de competências e habilidades implica, além da mudança de postura da escola, um trabalho pedagógico integrado em que se definam as responsabilidades de cada professor nessa tarefa. Um grande obstáculo, aqui, é que nós mesmos, professores, podemos ter dúvidas sobre em que consiste, realmente, uma determinada habilidade, e mais ainda sobre como auxiliar o seu desenvolvimento. Afinal, possivelmente isso nunca foi feito conosco... Mas as dificuldades não nos devem desalentar. Pelo contrário, representam o desafio de contribuir para uma mudança significativa na prática didática da escola.
Naturalmente, essa mudança de foco atinge também a questão - sempre complexa - da avaliação. Se uma habilidade é vista como objetivo de ensino, a sua aquisição deve ser avaliada. Em tese, essa avaliação pode estar vinculada ao conteúdo de qualquer disciplina. Por exemplo, se o professor de ciências trabalhou com os alunos a comparação entre célula animal e vegetal, o de português entre orações coordenadas e subordinadas e o de geografia entre meio rural e urbano, nada impede que a habilidade de comparar seja avaliada na disciplina de história, por exemplo, comparando características do Brasil-colônia com o Brasil-império. Pelo contrário, este é um modo bastante interessante de se avaliar a aquisição da habilidade, evitando que o aluno apenas reproduza uma situação que foi memorizada.
No exemplo citado coloquei, propositadamente, uma mesma habilidade sendo trabalhada em diferentes disciplinas. A meu ver, é o modo mais adequado de favorecer o seu desenvolvimento. Para isso, entretanto, é necessário que todos os professores se sintam corresponsáveis na sua aquisição pelos alunos.
Uma professora de ciências faz, na 6a série, a seguinte dinâmica com os alunos antes de entrar no tema de sistemática animal e vegetal:
Distribuí os alunos em equipes de quatro componentes. Cada equipe recebe um pacote com botões dos mais variados tipos: diferentes cores, tamanhos, número e posição dos furos. Os alunos devem classificar os botões do modo que desejarem. Depois de algum tempo, ela passa pelas equipes discutindo os critérios que foram utilizados. Finalmente, há uma discussão geral na sala.
Essa técnica simples permite desenvolver a noção do que seja classificar, o estabelecimento de critérios e parâmetros de classificação que sejam melhores ou piores. Em uma das salas, um grupo fez apenas dois grandes montes de botões. Depois de analisá-los, nenhum outro grupo conseguiu descobrir qual fora o critério de classificação. Os alunos responsáveis por esta esclareceram: "feios e bonitos". Naturalmente, foi um bom ponto de partida para a discussão de objetividade de critérios.
Naturalmente, não é objetivo dessa professora ensinar a classificar botões. O "conteúdo" botões não faz parte do seu programa. O objetivo é trabalhar conceitos básicos de classificação, desenvolver a habilidade de classificar, necessária para que se compreendam e se possam utilizar as taxonomias animal e vegetal.



EDUCAÇÃO

Competências e Habilidades: você sabe lidar com isso?
Dra. Lenise Aparecida Martins Garcia

Profª. do Dept°. de Biologia Celular da Universidade de Brasilia

Mas o que são, afinal, competências e habilidades?
Como muito bem coloca Perrenoud (1999), não existe uma noção clara e partilhada das competências. Mais do que definir, convém conceituar por diferentes ângulos.

Poderíamos dizer que uma competência permite mobilizar conhecimentos a fim de se enfrentar uma determinada situação. Destacamos aqui o termo mobilizar. A competência não é o uso estático de regrinhas aprendidas, mas uma capacidade de lançar mão dos mais variados recursos, de forma criativa e inovadora, no momento e do modo necessário.

A competência abarca, portanto, um conjunto de coisas. Perrenoud fala de esquemas, em um sentido muito próprio. Seguindo a concepção piagetiana, o esquema é uma estrutura invariante de uma operação ou de uma ação. Não está, entretanto, condenado a uma repetição idêntica, mas pode sofrer acomodações, dependendo da situação.

Vejamos um exemplo:

Quando uma pessoa começa a aprender a dirigir, parece-lhe quase impossível controlar tudo ao mesmo tempo: o acelerador, a direção, o câmbio e a embreagem, o carro da frente, a guia, os espelhos (meu Deus, 3 espelhos!! Mas eu não tenho que olhar para a frente??). Depois de algum tempo, tudo isso lhe sai tão naturalmente que ainda é capaz de falar com o passageiro ao lado, tomar conta do filho no banco traseiro e, infringindo as regras de trânsito, comer um sanduíche. Adquiriu esquemas que lhe permitiram, de certo modo, "automatizar" as suas atividades.

Por outro lado, as situações que se lhe apresentam no trânsito nunca são iguais. A cada momento terá que enfrentar situações novas e algumas delas podem ser extremamente complexas. Atuar adequadamente em algumas delas pode ser a diferença entre morrer ou continuar vivo.

A competência implica uma mobilização dos conhecimentos e esquemas que se possui para desenvolver respostas inéditas, criativas, eficazes para problemas novos.

Diz Perrenoud que "uma competência orquestra um conjunto de esquemas. Envolve diversos esquemas de percepção, pensamento, avaliação e ação".

Pensemos agora na nossa realidade como professores. O que torna um professor competente?

Ter conhecimentos teóricos sobre a disciplina que leciona? Sem dúvida, mas não é suficiente. Saber, diante de uma pergunta inesperada de um aluno, buscar nesses conhecimentos aqueles que possam fornecer-lhe uma resposta adequada? Também.

Conseguir na sala de aula um clima agradável, respeitoso, descontraído, amigável, de estudo sério? Bem, isso seria quase um milagre, uma vez que várias dessas características, todas desejáveis, parecem quase contraditórias. Conseguir isso em um dia no qual, por qualquer motivo, houve uma briga entre os alunos? Esse professor manifestaria uma enorme competência no relacionamento humano.

Poderíamos listar muitíssimas outras. Perrenoud, em outro livro (10 novas competências para ensinar), trata de algumas delas.

O conceito de habilidade também varia de autor para autor. Em geral, as habilidades são consideradas como algo menos amplo do que as competências. Assim, a competência estaria constituída por várias habilidades. Entretanto, uma habilidade não "pertence" a determinada competência, uma vez que uma mesma habilidade pode contribuir para competências diferentes.

Uma pessoa, por exemplo, que tenha uma boa expressão verbal (considerando que isso seja uma habilidade) pode se utilizar dela para ser um bom professor, um radialista, um advogado, ou mesmo um demagogo. Em cada caso, essa habilidade estará compondo competências diferentes.




Comanda:

Fazer a leitura das Competências Gerais da BNCC em pequenos grupos, registrar primeiras impressões e expor para os demais colegas no coletivo apresentando sugestões e ideias.

De acordo com as aulas atribuídas no seu componente curricular, analisar o Currículo Paulista em suas Unidades Temáticas, Habilidades e Objetos de Conhecimento. Fazer os devidos registros para que durante o ano letivo seu Diário de Classe possa ser organizado levando-se em conta esse documento oficial, essencial ao cumprimento de nosso Currículo.

Após a leitura dos fragmentos, dê suas impressões sobre o conceito de Competência e Habilidade.  

Organização: PC Lúcio Mauro Carnaúba

Projeto de Vida - Ideias e Sugestões




























Novas páginas com novas informações






Fonte: https://pixabay.com/pt/

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

"Não sou noveleiro, porém confesso que há momentos...

... que elas, as novelas, nos surpreendem. Quanta sensibilidade, respeito e qualidade na presença da escritora Conceição Evaristo durante a exibição da novela "Bom Sucesso". São momentos como estes que nos fazem explodir por dentro e sorrir de prazer por fora. Há alma na T.V., mesmo que por breves momentos."

(Lúcio Mauro Carnaúba)


Da calma e do silêncio


Quando eu morder
a palavra,
por favor,
não me apressem,
quero mascar,
rasgar entre os dentes,
a pele, os ossos, o tutano
do verbo,
para assim versejar
o âmago das coisas.

Quando meu olhar
se perder no nada,
por favor,
não me despertem,
quero reter,
no adentro da íris,
a menor sombra,
do ínfimo movimento.

Quando meus pés
abrandarem na marcha,
por favor,
não me forcem.
Caminhar para quê?
Deixem-me quedar,
deixem-me quieta,
na aparente inércia.
Nem todo viandante
anda estradas,
há mundos submersos,
que só o silêncio
da poesia penetra.

(Conceição Evaristo)