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segunda-feira, 5 de março de 2018
Analfabetismo matemático: conheça o problema que não é exclusivo de brasileiros e pobres
https://noticias.r7.com/domingo-espetacular/videos/analfabetismo-matematico-conheca-o-problema-que-nao-e-exclusivo-de-brasileiros-e-pobres-21022018
Você é bom em fazer contas ou está no time daqueles que não conseguem resolver cálculos simples? Pois saiba que o analfabetismo matemático é mais comum do que se imagina, e não é uma exclusividade dos brasileiros nem dos mais pobres. Entenda!
domingo, 4 de março de 2018
Currículo: Como torná-lo relevante para os adolescentes
Currículo significativo: Trazer os conteúdos curriculares para perto da vida e dos interesses dos alunos, oferecendo atividades de dança, música, artes cênicas, artes plásticas, empreendedorismo, entre outros.
Renovação curricular: Atualizar os currículos com foco na preparação dos estudantes para a vida no século 21, reduzindo a quantidade de conteúdos acadêmicos e incluindo competências socioemocionais.
Temas da adolescência: Considerar as questões e os temas próprios da adolescência no processo de revisão curricular dos Anos Finais.
Projeto de vida: Institucionalizar a inclusão do componente curricular Projeto de Vida nos Anos Finais; empoderar e desafiar os professores a apoiar os adolescentes a compreender o conceito de projeto de vida e a refletir e construir caminhos para sua realização pessoal, profissional, social e acadêmica; desenvolver atividades que ajudem os alunos a descobrir seu potencial e a superar suas dificuldades; relacionar aprendizagens de outros componentes curriculares ao projeto de vida de cada estudante.
Tecnologias: Trabalhar a tecnologia como componente curricular (TICs, cultura maker, robótica).
Escolha e diversificação: Incluir atividades eletivas no currículo, que proponham novas linguagens, saberes e formas de socialização.
Ciclos: Organizar as aprendizagens e os estudantes por ciclos, não por anos.
Conexão: Contextualizar o currículo considerando a realidade local e o projeto de vida dos estudantes.
Alinhamento à BNCC: Revisar currículos em consonância com a Base Nacional Comum Curricular.
Participação dos estudantes: Envolver os estudantes no processo de revisão curricular.
Retornos das escolas: Estabelecer processos de monitoramento, para levantar a percepção de alunos e professores sobre a adequação e implementação do currículo revisado.
Implementação: Articular as discussões sobre currículo com a construção de práticas pedagógicas que assegurem a sua aplicação; oferecer referências e apoio aos professores para que consigam implementar as mudanças curriculares propostas.
PNLD: Rever o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) diante das novas demandas curriculares.
Secretaria da Educação do Estado de São Paulo - FACEBOOK
Ainda dá tempo de participar do Parlamento Jovem Paulista. Os 47 selecionados pelo concurso serão deputados por dois dias e vivenciarão o dia a dia de uma casa legislativa. Vamos nessa?
OBMEP 2018
https://sway.com/epwSwScMZ3IFOoeu?ref=Link
Vamos clicar nos LINKS para observar o quanto a OBMEP está sendo importante para muitos de nossos alunos!
Muito obrigado!
sábado, 3 de março de 2018
Primeira Oficina de Aritmética/2018 na EE "Professor Orlando Geríbola"
Utilizando o SOROBAN ou SOROBÃ (ÁBACO JAPONÊS)
com todos os alunos presentes na sala de aula
Princípio Básico da Inclusão
"Algumas imagens dizem muito e observar alunos refletindo sobre a representação e adição de números naturais é para nós professores de Matemática um motivo de orgulho, sabemos que o ensino de nossa disciplina não visa formar matemáticos e sim desmistificar que esses não são saberes de uma maioria, pelo contrário é direito de todos. Somos todos capazes de aprender e ensinar." (Lúcio Mauro Carnaúba)
Agradeço a Professora Coordenadora Vânia e a Professora de Matemática Camila dos sextos anos: A, B, C e D. É sempre prazeroso trocar experiências, elevar a autoestima de nossos alunos de uma maneira simples e agradável, trazê-los para o mundo da Matemática concedendo quando possível a oportunidade de dar significado ao que estamos aprendendo e ensinando.
Conversamos muito posteriormente a esta primeira oficina, eu e a professora Vânia, pensando no trabalho realizado em 2017 e nas turmas dos sextos anos que agora estão nos sétimos anos. E a pedido da professora Vânia iremos dar continuidade a proposta nos sétimos anos desse trabalho. O objetivo é observar o quanto esses alunos conseguiram reter em conhecimento, o quanto suas estratégias na resolução de problemas se aperfeiçoaram e o quanto estão mais seguros no trabalho individual e em grupo.
Parabéns a todos pela participação e interesse sempre demonstrado!
sexta-feira, 2 de março de 2018
Escolas já inscritas na OBMEP/2018 - Muito Obrigado!
Prezado(a) PCNP de Matemática,
Agradecemos a colaboração de todos na OBMEP/2017 e esperamos contar novamente com vocês nesta edição da OBMEP/2018.
É com grande satisfação que informamos que as inscrições para 14ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas - OBMEP, já estão abertas.
O período de inscrição será de 21 DE FEVEREIRO DE 2018 (quarta-feira) e vai até o dia 02 DE ABRIL DE 2018 (segunda-feira), através do endereço eletrônico: WWW.OBMEP.ORG.BR.
Segue abaixo as escolas inscritas da sua diretoria até o momento:
| Escola | Tipo Escola | Municipio Corresp.Escola |
| JOSE GERALDO VIEIRA | Estadual | OSASCO |
| UI CASA OSASCO II | Estadual | OSASCO |
| JARDIM CIPAVA II A | Estadual | OSASCO |
| FRANCISCO MATARAZZO SOBRINHO | Estadual | OSASCO |
| ETEC PROF ANDRÉ BOGASIAN | Estadual | OSASCO |
| MARIA AUGUSTA SIQUEIRA PROFA | Estadual | OSASCO |
Secretaria da Educação do Estado de São Paulo - FACEBOOK
Fazemos parte da V Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (V CNIJMA) e o tema desse ano é o cuidado com a água. A primeira etapa acontece dentro da escola, quando a comunidade escolar dialoga sobre como transformar a unidade de ensino em um espaço educador sustentável. Vamos participar?
Vamos ler mais sobre competências e habilidades!
EDUCAÇÃO
Competências
e Habilidades: você sabe lidar com isso?
Dra.
Lenise Aparecida Martins Garcia
Profª. do Dept°. de
Biologia Celular da Universidade de Brasilia
Competências e habilidades na sala de aula
A pergunta surge espontânea: o que o professor
precisa fazer, então, para assumir esse novo papel?
Eu diria
que um dos aspectos básicos é saber dosar o preparo e a programação das aulas
com a improvisação. Talvez alguns fiquem chocados com esta colocação. Afinal,
insistiu-se tanto na importância das metodologias de ensino, em aulas muito bem
planejadas e pré-programadas, lançando mão dos mais diversos recursos
pedagógicos... Mas o fato é que uma aula muito bem programada não dá espaço ao
aluno.
É importante que um professor saiba como vai
iniciar a sua aula, que recursos deverá ter disponíveis, os objetivos que
pretende atingir. Entretanto, se cada
passo da aula estiver previamente delineado ele tenderá a "escapar"
dos questionamentos dos alunos, a inibir a sua participação (uma vez que isso
sempre atrapalha o caminho previamente traçado), a seguir linhas de raciocínio
que talvez sejam as suas, mas não as dos seus alunos.
Temos que evitar, entretanto, cair no polo
oposto: que as aulas aconteçam sem um objetivo concreto, como um barco que
ficasse ao sabor do vento que soprar mais forte, sem um porto de destino.
Um modo de chegar ao porto de destino, fazendo a
rota que seja mais conveniente em cada situação (como faz um barco; existe um
traçado original, do qual, entretanto ele muitas vezes se desvia por
circunstâncias do caminho), é trabalhar sobre projetos ou problemas concretos. As competências e habilidades,
desenvolvidas nesse contexto, já devem ir surgindo ou se aperfeiçoando com a
necessária mobilidade. Os conteúdos conceituais serão também aprofundados à
medida em que se fazem úteis ou necessários.
Evidentemente, para que se trabalhe adequadamente desta forma o primeiro a necessitar
de competências com grande mobilidade e capacidade da transferência de
conhecimentos para atender a situações concretas é o professor.
Infelizmente, como é frequente que um professor de biologia seja capaz de reconhecer
as organelas celulares desenhadas em seu livro, mas não em uma microscopia
eletrônica... Ou "dar" aos alunos toda uma tabela de classificação de
insetos, inclusive com nome científico, e ser incapaz de classificar um que o
seu aluno trouxe do jardim...
Há professores
que temem (e evitam) as aulas de laboratório pelo receio de que os experimentos
"deem errado". Não têm consciência de que todos os experimentos dão
certo, ou seja, o seu resultado reflete o que aconteceu nos diferentes passos
experimentais. Um experimento que não dá o resultado previsto muitas vezes é
didaticamente mais útil, uma vez que terão que ser formuladas e analisadas
hipóteses que não haviam sido antecipadas. É a mobilidade da competência sendo
acionada. Flemming não teria descoberto a penicilina se uma de suas placas não
tivesse sido acidentalmente contaminada. Mas também não a teria descoberto se
tivesse descartado essa placa "que deu errado".
Outro
aspecto necessário para o desenvolvimento de competências - que são gerais, e
não setorizadas - é a ruptura das barreiras que se criaram entre as diferentes
disciplinas. É verdade que cada disciplina tem as suas particularidades, uma
metodologia própria, uma abordagem epistemológica que lhe é característica.
Entretanto, é também verdade que nenhum fenômeno complexo envolve uma única
disciplina para a sua resolução.
É
necessário que cada professor se sinta responsável pela formação global de seu
aluno e não por um único aspecto, informativo e relacionado à sua área
específica de atuação.
Competências e habilidades, vamos ler mais!
EDUCAÇÃO
Competências
e Habilidades: você sabe lidar com isso?
Dra.
Lenise Aparecida Martins Garcia
Profª. do Dept°. de
Biologia Celular da Universidade de Brasilia
Competências e habilidades no currículo
Se o conceito de competências e habilidades não
são unívocos, mais ainda varia o modo como estão sendo tratados na prática. Os
PCNs, os currículos estaduais, outros documentos (como por exemplo os do ENEM e
do SAEB) dão tratamentos diferenciados.
Um dos complicadores da situação, a meu ver, é
que há uma mistura entre competências, habilidades e conteúdos conceituais. De fato, a competência, para ter a
mobilidade que a caracteriza, não pode estar associada a nenhum conteúdo
específico. Entretanto, admito que é
muito difícil organizar um programa ou currículo sem fazer essa associação.
Vejamos um exemplo:
Os PCNs do ensino médio apresentam competências
e habilidades em conjunto, sem definir o que seria competência e o que seria
habilidade. Dada a amplitude destes termos, considero o tratamento correto. São
apresentadas de um modo bastante genérico, caracterizando a mobilidade. Algumas
delas, do documento de Ciências Naturais e suas Tecnologias:
- Desenvolver a capacidade de
questionar processos naturais e tecnológicos, identificando regularidades,
apresentando interpretações e prevendo evoluções.
- Utilizar instrumentos de medição e de
cálculo. Procurar e sistematizar informações relevantes para a compreensão
da situação-problema. Formular hipóteses e prever resultados.
- Reconhecer o sentido histórico da
ciência e da tecnologia, percebendo seu papel na vida humana em diferentes
épocas e na capacidade humana de transformar o meio.
- Entender o impacto das tecnologias
associadas às ciências naturais, na sua vida pessoal, nos processos de
produção, no desenvolvimento do conhecimento e na vida social
Entretanto, para desenvolver essas competências
será necessário que elas sejam trabalhadas em conexão com algum(ns) conteúdo(s)
conceitual(is). Os currículos estaduais estão em geral refletindo essa
associação. Vejamos alguns tópicos (classificados como competências) do
currículo do distrito federal:
- Identificar a célula como unidade
responsável pela formação de todos os seres vivos, não existindo vida fora
dela.
- Explicar os processos de transmissão
das características hereditárias e compreender as manifestações físicas e
socioculturais delas.
- Compreender que as espécies sofrem
transformações ao longo do tempo, gerando a diversidade, segundo seleções,
adaptações e extinções.
Como podemos perceber, ao fazer-se a combinação
competência / conteúdo conceitual perdeu-se a mobilidade. Entretanto, isso não
quer dizer que não se possam desenvolver, por esse caminho, competências
móveis. Por exemplo, aqui se fala das manifestações físicas e socioculturais
ligadas à transmissão das características hereditárias. Se forem trabalhadas
também manifestações socioculturais em outros aspectos da ciência, ao longo do
currículo, a competência de detectá-las e compreendê-las em diferentes
situações estará sendo construída.
Penso que
ainda temos muito o que aprender quanto aos modos de expressar e principalmente
de desenvolver competências e habilidades como objetivos de ensino e
aprendizagem. Certamente, terá que ser uma construção coletiva.
É também Perrenoud
quem diz que "construir uma competência significa aprender a identificar e
a encontrar os conhecimentos pertinentes". Por isso, "se estiverem já
presentes, organizados e designados pelo contexto, fica escamoteada essa parte
essencial da transferência e da mobilização".
Do ponto
de vista prático, isso significa que é necessário que os alunos descubram os
seus próprios caminhos. Quanto mais "pronto" é o conhecimento que
lhes chega, menos estarão desenvolvendo a própria capacidade de buscar esses
conhecimentos, de "aprender a aprender", como tanto se preconiza hoje.
Levada ao extremo, essa concepção tornaria
desnecessária - e mesmo prejudicial - a atuação do professor. Entretanto, não é
essa a interpretação que damos. O
professor tem que reconhecer, isso sim, que o ensino não pode mais centrar-se
na transmissão de conteúdos conceituais. Ele passa a ser um facilitador do
desenvolvimento, pelos alunos, de habilidades e competências.
Vamos ler mais sobre o assunto competências e habilidades!
EDUCAÇÃO
Competências e Habilidades:
você sabe lidar com isso?
Dra.
Lenise Aparecida Martins Garcia
Profª.
do Dept°. de Biologia Celular da Universidade de Brasilia
O desenvolvimento de competências e habilidades
As diretrizes curriculares nacionais,
os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) dos diferentes níveis de ensino e
uma série de outros documentos oficiais referentes à educação no Brasil têm
colocado - em consonância com uma tendência mundial - a necessidade de centrar
o ensino e aprendizagem no desenvolvimento de competências e habilidades por
parte do aluno, em lugar de centrá-lo no conteúdo conceitual. Isso implica uma
mudança não pequena por parte da escola, que sem dúvida tem que ser preparada
para ela.
Um momento concreto (talvez um dos
únicos) em que a escola se sente responsável por ensinar explicitamente
competências e habilidades é quando a criança aprende a ler e a escrever.
Talvez valha a pena debruçarmo-nos um pouco sobre esse momento, que traz vários
aspectos esclarecedores.
Você se lembra qual foi o texto com o
qual aprendeu a ler? Qual era, digamos, o "conteúdo" desse texto?
Muitos talvez se lembrem de frases com tanto significado como, por exemplo,
"vovó viu a uva". Não sei se alguém se preocupou com detalhes tais
como: que tipo de uva vovó viu? Ela também comeu a uva depois de vê-la?. Ou
talvez a vovó já nem fosse viva! O que era objetivo de ensino, no caso,
evidentemente não era nem a vovó nem a uva, mas a letra V. Com essa ou com
diferentes frases, todos nós aprendemos a reconhecer e a utilizar essa letra
quando desejávamos o som correspondente. O mesmo foi feito com todas as letras.
Hoje há diferentes métodos de alfabetização, uns melhores e outros piores, mas
se você está lendo esse texto significa que de algum modo aprendeu...
Eis outro aspecto interessante: uma vez
que se saiba ler, isso significa que se pode ler todo e qualquer texto; a
habilidade não está vinculada a um assunto concreto. Eu posso ler em voz alta
um texto que verse sobre física quântica mesmo que compreenda muito pouco do
que estou lendo. Um físico, ao ouvir-me, compreenderá. As coisas acontecem
assim porque ler e compreender são habilidades diferentes.
Ao direcionar o foco do processo de ensino e aprendizagem para o desenvolvimento
de habilidades e competências, devemos ressaltar que essas necessitam ser
vistas, em si, como objetivos de ensino. Ou seja, é preciso que a escola inclua entre as suas responsabilidades a de
ensinar a comparar, classificar, analisar, discutir, descrever, opinar, julgar,
fazer generalizações, analogias, diagnósticos... Independentemente do que se
esteja comparando, classificando ou assim por diante. Caso contrário, o foco
tenderá a permanecer no conteúdo e as competências e habilidades serão vistas
de modo minimalista.
O exemplo é verídico. Uma professora me
perguntou: "O que é isso de habilidades que estão falando na minha
escola?". Depois de explicar um pouco, ela me respondeu: "Ah, são
aqueles verbinhos que a gente coloca nas reuniões de início do ano na frente
dos objetivos de ensino? Já aprendi a fazer isso faz tempo!". Acho que não
me engano ao imaginar que aquelas listas de objetivos cheias de
"verbinhos" costumam ficar na gaveta da professora ou da diretora no
restante do ano, enquanto se ministra "o conteúdo".
Romper esse tipo de hábito não é
simples. Daí a importância, a meu ver,
de se considerar as habilidades e competências como objetivos em si, tal como
se faz com a leitura e a escrita. Logicamente, isso não significa
desvincular as habilidades de algum conteúdo. Pelo contrário, os conteúdos das diferentes disciplinas
devem ser o principal instrumento para o desenvolvimento dessas habilidades.
O que se necessita é mudar o enfoque, a
abordagem que se faz de muitos assuntos, além da postura do professor, que em
geral considera o conteúdo como de sua responsabilidade, mas a habilidade como
de responsabilidade do aluno.
Vejamos esse último ponto: um professor coloca nos objetivos de ensino
que o aluno, após determinada aula, deve saber "comparar uma célula animal
com uma célula vegetal". Que faz o professor nessa aula? Explica
(descreve?) como é uma célula animal e como é uma célula vegetal. Talvez faça
uma tabelinha em que coloca, lado a lado, como é uma e como é a outra. Talvez
estabeleça comparações. Entretanto, não considera de sua responsabilidade
ensinar a comparar, não se preocupa com o desenvolvimento dessa habilidade no
aluno. Está centrado no conteúdo "célula vegetal e animal", saber
comparar é algo que o aluno deve "trazer pronto" e se ele não souber
o problema não é do professor de Ciências... Só que também não é de nenhum
outro...
Mudar o foco para o desenvolvimento de
competências e habilidades implica, além da mudança de postura da escola, um
trabalho pedagógico integrado em que se definam as responsabilidades de cada
professor nessa tarefa. Um grande obstáculo, aqui, é que nós mesmos,
professores, podemos ter dúvidas sobre em que consiste, realmente, uma
determinada habilidade, e mais ainda sobre como auxiliar o seu desenvolvimento.
Afinal, possivelmente isso nunca foi feito conosco... Mas as dificuldades não
nos devem desalentar. Pelo contrário, representam o desafio de contribuir para
uma mudança significativa na prática didática da escola.
Naturalmente, essa mudança de foco atinge
também a questão - sempre complexa - da avaliação. Se uma habilidade é vista como objetivo de ensino, a sua aquisição deve
ser avaliada. Em tese, essa avaliação pode estar vinculada ao conteúdo de
qualquer disciplina. Por exemplo, se o
professor de ciências trabalhou com os alunos a comparação entre célula animal
e vegetal, o de português entre orações coordenadas e subordinadas e o de
geografia entre meio rural e urbano, nada impede que a habilidade de comparar
seja avaliada na disciplina de história, por exemplo, comparando
características do Brasil-colônia com o Brasil-império. Pelo contrário, este é
um modo bastante interessante de se avaliar a aquisição da habilidade, evitando
que o aluno apenas reproduza uma situação que foi memorizada.
No exemplo citado coloquei, propositadamente, uma mesma habilidade sendo
trabalhada em diferentes disciplinas. A meu ver, é o modo mais adequado de
favorecer o seu desenvolvimento. Para isso, entretanto, é necessário que todos
os professores se sintam corresponsáveis na sua aquisição pelos alunos.
Uma professora de ciências faz, na 6a série, a seguinte
dinâmica com os alunos antes de entrar no tema de sistemática animal e vegetal:
Distribuí os alunos em equipes de quatro componentes. Cada equipe recebe
um pacote com botões dos mais variados tipos: diferentes cores, tamanhos,
número e posição dos furos. Os alunos devem classificar os botões do modo que
desejarem. Depois de algum tempo, ela passa pelas equipes discutindo os
critérios que foram utilizados. Finalmente, há uma discussão geral na sala.
Essa técnica simples permite desenvolver a noção do que seja
classificar, o estabelecimento de critérios e parâmetros de classificação que
sejam melhores ou piores. Em uma das salas, um grupo fez apenas dois grandes
montes de botões. Depois de analisá-los, nenhum outro grupo conseguiu descobrir
qual fora o critério de classificação. Os alunos responsáveis por esta
esclareceram: "feios e bonitos". Naturalmente, foi um bom ponto de
partida para a discussão de objetividade de critérios.
Naturalmente, não é objetivo dessa
professora ensinar a classificar botões. O "conteúdo" botões não faz
parte do seu programa. O objetivo é
trabalhar conceitos básicos de classificação, desenvolver a habilidade de
classificar, necessária para que se compreendam e se possam utilizar as
taxonomias animal e vegetal.
Vamos ler mais sobre competências e habilidades!
EDUCAÇÃO
Competências e
Habilidades: você sabe lidar com isso?
Dra. Lenise Aparecida
Martins Garcia
Profª. do Dept°. de
Biologia Celular da Universidade de Brasilia
Mas o que são, afinal,
competências e habilidades?
Como muito bem coloca
Perrenoud (1999), não existe uma noção clara e partilhada das competências.
Mais do que definir, convém conceituar por diferentes ângulos.
Poderíamos dizer que uma competência permite mobilizar conhecimentos
a fim de se enfrentar uma determinada situação. Destacamos aqui o termo mobilizar. A competência não é o
uso estático de regrinhas aprendidas, mas uma capacidade de lançar mão dos mais variados recursos, de forma criativa
e inovadora, no momento e do modo necessário.
A competência abarca,
portanto, um conjunto de coisas. Perrenoud
fala de esquemas, em um sentido muito próprio. Seguindo a concepção
piagetiana, o esquema é uma estrutura
invariante de uma operação ou de uma ação. Não está, entretanto, condenado a
uma repetição idêntica, mas pode sofrer acomodações, dependendo da situação.
Vejamos um exemplo:
Quando uma pessoa começa
a aprender a dirigir, parece-lhe quase impossível controlar tudo ao mesmo
tempo: o acelerador, a direção, o câmbio e a embreagem, o carro da frente, a
guia, os espelhos (meu Deus, 3 espelhos!! Mas eu não tenho que olhar para a
frente??). Depois de algum tempo, tudo isso lhe sai tão naturalmente que ainda
é capaz de falar com o passageiro ao lado, tomar conta do filho no banco
traseiro e, infringindo as regras de trânsito, comer um sanduíche. Adquiriu esquemas que lhe permitiram, de
certo modo, "automatizar" as suas atividades.
Por outro lado, as
situações que se lhe apresentam no trânsito nunca são iguais. A cada momento
terá que enfrentar situações novas e algumas delas podem ser extremamente
complexas. Atuar adequadamente em algumas delas pode ser a diferença entre
morrer ou continuar vivo.
A
competência implica uma mobilização dos conhecimentos e esquemas que se possui
para desenvolver respostas inéditas, criativas, eficazes para problemas novos.
Diz Perrenoud que "uma
competência orquestra um conjunto de esquemas. Envolve diversos esquemas de
percepção, pensamento, avaliação e ação".
Pensemos agora na nossa
realidade como professores. O que torna um professor competente?
Ter conhecimentos
teóricos sobre a disciplina que leciona? Sem dúvida, mas não é suficiente.
Saber, diante de uma pergunta inesperada de um aluno, buscar nesses
conhecimentos aqueles que possam fornecer-lhe uma resposta adequada? Também.
Conseguir na sala de aula
um clima agradável, respeitoso, descontraído, amigável, de estudo sério? Bem,
isso seria quase um milagre, uma vez que várias dessas características, todas
desejáveis, parecem quase contraditórias. Conseguir isso em um dia no qual, por
qualquer motivo, houve uma briga entre os alunos? Esse professor manifestaria
uma enorme competência no relacionamento humano.
Poderíamos listar
muitíssimas outras. Perrenoud, em outro livro (10 novas competências para
ensinar), trata de algumas delas.
O conceito de habilidade
também varia de autor para autor. Em geral, as habilidades são consideradas como algo menos amplo do que as
competências. Assim, a competência
estaria constituída por várias habilidades. Entretanto, uma habilidade não "pertence" a
determinada competência, uma vez que uma mesma habilidade pode contribuir para
competências diferentes.
Uma pessoa, por exemplo,
que tenha uma boa expressão verbal (considerando que isso seja uma habilidade)
pode se utilizar dela para ser um bom professor, um radialista, um advogado, ou
mesmo um demagogo. Em cada caso, essa habilidade estará compondo competências
diferentes.
quinta-feira, 1 de março de 2018
Secretaria da Educação do Estado de São Paulo - Governo do Estado de São Paulo - FACEBOOK
Secretaria da Educação do Estado de São Paulo - FACEBOOK
A Olimpíada Brasileira de Astronomia já começou a receber inscrições e a gente sabe que tem vários alunos #medalhistas por aqui, não é?! Que tal garantir mais uma medalha para a sua coleção e convidar os seus colegas de sala para participar também? http://bit.ly/2HUIXL8
Escolas estaduais promovem discussões sobre a preservação da água
V Conferência Nacional pelo Meio Ambiente incentiva a reflexão e soluções de problemas ambientais
A importância de se ter um olhar voltado para as questões ambientais está constantemente presente nos projetos pedagógicos das escolas estaduais de São Paulo. A partir de março, os alunos das unidades de Ensino FundamentalAnos Finais e Médio poderão intensificar estas discussões para participar da V Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (V CNIJMA), que acontece de 15 a 19 de junho com o tema “Vamos Cuidar do Brasil Cuidando das Águas”.
A primeira etapa acontece dentro da escola, quando a comunidade levanta informações sobre a problemática da água na região e define em conjunto qual será o projeto de ação do grupo para mudar essa realidade. A proposta será defendida nas demais etapas pelo representante da unidade (delegado), escolhido pela comunidade juntamente com seu suplente. O delegado deve ser um(a) aluno(a) do 6º ao 9º ano com idade entre 11 e 14 anos.
Caso a comunidade escolar não esteja presente durante as discussões, caberá aos estudantes divulgarem o plano de ação nas redes sociais, jornais, internet, etc. A conferência na unidade de ensino deve ser realizada até 31 de março e o projeto deve ser cadastrado no site do MEC até 3 de abril, nesse link. Além do cadastro online, a escola deve enviar a proposta escrita juntamente com os documentos solicitados no regulamento para a Diretoria de Ensino (DE) até 6 de abril.
Até chegar à Conferência Nacional em Brasília, os alunos ainda apresentarão os seus trabalhos em seus municípios e estado. A etapa municipal, que é opcional a cada administração, deve ser realizada pela comissão regional da localidade. Já a estadual acontecerá até 9 de maio. Entre os projetos enviados pelas DE’s para a Comissão Organizadora Estadual (COE-SP), serão selecionados os 100 melhores. O plano estadual será composto com base nessas propostas e será defendido, na etapa nacional, por 19 alunos escolhidos pela COE.
Na última edição da Conferência, realizada em 2013, cerca de 1.700 escolas estaduais de São Paulo participaram da iniciativa. Para esta quinta edição, a estimativa é que mais escolas se envolvam, já que o objetivo é tornar a questão ambiental um hábito no planejamento escolar e ainda incentivar o diálogo e envolver diretamente os jovens nas discussões e ações referentes à preservação ambiental.
Desde então, as escolas têm se mobilizado quanto à temática, desenvolvendo mais projetos neste contexto e participando de programas de incentivo como o PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola) ou de competições como a Feira de Ciências do Estado de SP e o Prêmio Zayed dos Emirados Árabes Unidos.
Para estimular e esclarecer como as escolas podem participar, a equipe de Educação Ambiental da Coordenadoria de Gestão da Educação Básica realizará videoconferência sobre a V CNIJMA pela Rede do Saber, aberta a todos os professores e gestores das escolas municipais, estaduais e particulares, nesta quinta-feira (1/03), a partir das 9h.
Parlamento Jovem recebe inscrições de alunos de SP até dia 9 de março
Estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental, Ensino Médio ou técnico podem participar da rotina da ALESP
Alunos da rede estadual paulista interessados em participar do Parlamento Jovem Paulista ainda podem se inscrever e conferir de perto a rotina do Poder Legislativo. Os 47 selecionados pelo concurso serão deputados por dois dias e vivenciarão o dia-a-dia de uma casa legislativa. A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) recebe o projeto de lei escrito pelos candidatos até o dia 9 de março.
Estudantes com idade entre 14 e 21 anos e que estejam cursando o 9º ano dos ensinos Fundamental, Médio ou Técnico podem participar. Para se inscrever, o jovem deve preparar um trabalho na forma de projeto de lei, conforme orientações do manual do candidato e procurar a diretoria da escola em que estuda.
A Alesp divulgará os 47 selecionados em 2 de abril. Nos dias 26 e 27 de abril, os mesmos serão recebidos na casa legislativa, passando por eleição dos membros da Mesa Diretora, apreciação e votação de projetos de lei e tramitação nas comissões até o momento em que a proposta se torna lei. Ao final do processo, haverá uma sessão especial do Legislativo dirigida por 47 jovens parlamentares.
Cidade em Jogo
Para aprender mais sobre cidadania e política, os alunos da rede também podem utilizar o game educativo “Cidade em Jogo”, desenvolvido pela Fundação BRAVA e pelo Brazil Institute do Woodrow Wilson Center. Online e gratuito, o jogo simula o processo de tomada de decisões dos prefeitos na escolha de políticas públicas.
A plataforma ainda oferece uma área restrita ao professor com conteúdos complementares, sugestões de aplicação do game em sala de aula e, ainda, a possibilidade de iniciar uma rodada exclusiva com seus alunos que gera um relatório de desempenho de cada jogador.
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